Eu, Você e Deus

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Finados é dia de reflexão, de saudade e esperança


O dia de finados, é dia de reflexão, de saudade e de esperança.

A morte é ainda assunto-tabu, recalcado, silenciado. Preferimos viver como se a morte não existisse. Mas, na sociedade atual a morte é também trivializada com as guerras, calamidades, eutanásia, aborto, acidentes com auxílio da mídia. Há os que preferem fazer da morte uma experiência soft, é a “morte-soft”, relegada aos hospitais, funerárias e religiões. Aí a morte é maquiada, relativizada pelas instituições, chamada também de “morte digna”. Muitos de nós vivemos uma “vida inautêntica”, uma existência falsa porque não nos permitimos refletir e aceitar a morte.
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Para os que crêem na eternidade, a morte é porta de entrada da vida, o acesso a uma realidade superior, a posse da plenitude. Assim a morte é um ganho, verdadeira libertação, uma bênção que livra a vida do tédio. Porém, do ponto de vista racional ou filosófico, a morte repugna.
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A ressurreição de Jesus trouxe uma revolução em relação à morte, transformou o “poente em nascente”, Cristo “matou a morte”.... A fé nos garante que a morte não é uma aniquilação da vida, mas uma transformação. O homem vive para além da morte. A morte será então a maior festa da vida porque com ela dá-se o início da plena realização da pessoa humana. Habitaremos com Deus com um corpo incorruptível, espiritual e glorioso.
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Para morrer bem, é preciso viver fazendo o bem: “levaremos a vida que levamos”. O bem é o passaporte para a eternidade feliz e o irmão que ajudamos será o avalista de nossa glória no céu: “Vinde benditos”.

Dom Girônimo Zanandréa
(Confira o texto na íntegra em: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/finados/18.htm)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Reflexão: Finados




DIA DE FINADOS

Quem foi ao cemitério
Pra ver quem já morreu,
Voltou pra casa triste –
Nenhum morto apareceu.

Quem foi ao cemitério
Acender vela, levar rosa,
Conversou co’a sepultura –
O defunto não quis prosa.

Quem foi ao cemitério
Pra rezar, fazer prece,
Devia orar por si mesmo –
O falecido não carece.

Quem foi ao cemitério
Não parou pra pensar,
Que é melhor ver os vivos!
Então... venha me visitar!

“O dia é dos mortos mas quem aproveita o feriado são os vivos”.




PERFIL

Não sou lindo.
Não sou lenda.
Mas sou ledo.

Penso muito.
Falo pouco.
Desde cedo.

Renego a morte.
Desprezo às trevas.
Odeio a dor.

Aprecio a vida.
Gosto da luz.
Amo o amor.


FONTE: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=57126